quarta-feira, novembro 11, 2009

Quotidiano

Há exactamente uma semana atrás, um carro patrulha da polícia, parou numa rua estreita onde eu ia trajada ( coisas da vida que acontecem em alguns dias da semana) e o agente pediu-me para parar.
Como é óbvio acatei a ordem, pensando, "Se for um polícia tarado dou um berro que os meus colegas ali em baixo ouvem con'certeza". Mas como será de esperar de um polícia, nada me levou a gritar por socorro, aliás, o polícia teve foi o cuidado de me avisar o seguinte: " Menina, a esta hora, fim da tarde, já está escuro, é perigoso andar por estas ruelas sozinha" e eu prontifiquei-me logo a dizer " Oh, muito obrigada, mas tenho colegas já aqui em baixo, não há problema".
Quando julguei que o assunto estava encerrado, o polícia advertiu-me "Muito bem, só a estou a avisar porque já está realmente escuro e nós temos recebido muitas queixas desta zona por causa de desacatos e assaltos".
Agradeci, e depois de um aceno de cabeça conjunta, continuei o meu caminho pela ruela escura.
Hoje, voltei a fazer o mesmo percurso, e voltei a ver um carro da polícia, desta vez a falar com outras pessoas. Julguei que o mesmo polícia, ou outro da mesma unidade, estivesse de novo a alertar as pessoas.
Quando cheguei "junto" dos meus - o resto daquelas pessoas que tal como eu, trajam, mesmo com frio, cansaço, dor, etccc - perguntaram-me se tinha tido problemas ao descer as ruas da faculdade até ao determinado sítio onde estávamos. Disse que não, o que era verdade, e depois soube que aparentemente, anda um sujeito a vaguear por aquelas ruelas, de muito mau aspecto, e pior, com más intenções. Parece que é agressivo, e que tentou "agarrar" - e por este termo entendam apalpões, toques, e afins - uma rapariga trajada neste mesmo dia.
Esta ruela que vos falo é junto da minha faculdade, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto, é, aliás, junto de um parque de estacionamento da Faculdade, e ainda assim, estas coisas acontecem.
Medo pessoas, muito medo...
Ainda bem que os meus sapatos ainda têm um tacão razoável que certamente chegará para rachar a cabeça a qualquer pervertido que deambule ao inicio da noite por aqueles caminhos que tenho de atravessar.

4 comentários:

  1. Muito MEDO mesmo, Ritinha! Ao que este mundo chega.... :/
    Agora sempre que passar pelas ruelas do spot vou sempre pensar duas vezes.

    ResponderEliminar
  2. Dorme bem Rita.
    Esta publicação leio outro dia. Já é tarde.
    Fátima

    ResponderEliminar
  3. vens paqui estragar o trabalhodo senhor tarado xD

    ResponderEliminar
  4. E li!
    Olho "vivo"!
    Não se pode viver com medo!
    Neste caso, até anda por essa rua um carro da polícia. O tal sujeito já se foi..., com medo :)))

    ResponderEliminar