domingo, março 26, 2017

Das saudades, que são muitas:

O meu dentista é meu primo. Sinceramente, julgo que ele não o sabe, e julga que a pura semelhança entre nomes é pura coincidência ou bom gosto.
Nos quase dois anos de consultas mensais, vejo-o quase sempre já de máscara, de luvas, pronto a trabalhar e a construir um sorriso.
Na passada sexta-feira, o meu dentista chegou atrasado. Rompeu pelo consultório e balbuciou-me qualquer justificação sobre o trânsito para o centro do Porto. Eu não ouvi nada na verdade. Perdi-me no seu olhar. Avaliei as suas feições, notei a sua cor de pele mais escura, e revi o meu pai.
Em poucos segundos, a saudade inundou-me o coração e lembrou-me de tudo aquilo o que não pudemos viver.
Tenho mais saudades do meu pai do que as que imaginava ter.

Isto de fotografar em analógicas:


segunda-feira, março 06, 2017

Sobre crescer:

Ok. Eu andei afastada. Muito aliás. As pessoas que me liam já não passam aqui. Normal. Devem ser vítimas do sacana do relógio que teima em correr nas poucas horas livres que um dia nos reserva.
Isto tudo é falta de tempo. Eu sei que soa a desculpa, mas não é.
Ainda assim, vou tentar contrariar esta tendência da vida de me roubar tempo aos dias, e emendar-me.
(Re)começo hoje. Lembraram-se, na empresa, de me dizer que amanhã e quarta-feira vou passar o dia em trainning.
Obrigada pela formação que me vão oferecer na Católica. Façam-me só o jeitinho de me avisar sem ser de véspera. Era simpático.

segunda-feira, setembro 19, 2016

quarta-feira, agosto 24, 2016

It's killing me:

Arranjei um trabalho novo. Gosto do que faço. Estou lá há três semanas, são quinze dias. Arranjei um trabalho novo e arranjei três colegas novas. Três colegas novas que não gostam de me ajudar. Que me reviram os olhos sempre que ouvem a minha voz. Que comprimem as bochechas e franzem o sobreolho sempre que precisam de ir esclarecer-me uma dúvida. Que me atiram o telefone em vez de mo dar em mãos. Que me ignoram. Que tornam o ambiente de trabalho difícil. Que se esquecem que ainda estou a aprender. Que não gostam do que fazem. Que estão a fazer com que eu não goste do que faço, há tão pouco tempo.
É fodido não termos temos o mesmo espírito de entre ajuda e cooperação. É fodido, e está a matar-me aos pedacinhos, todos os dias, há três semanas, há quinte dias, a cada cinco dias por semana.