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terça-feira, outubro 29, 2013

"Não te esqueças:"

«O cérebro humano é capaz de armazenar milhares de memórias que englobam gestos indispensáveis ao dia-a-dia, lembranças de caras e lugares, palavras, coordenadas, isto num aparente caos de sinapses e electricidade mas onde tudo tem o seu lugar e onde parece caber sempre mais qualquer coisa. Perante isto, saber que se caiu no esquecimento de alguém deve ser das coisas mais tristes que podemos experimentar e sentir. A irrelevância perante a memória do outro, a noção de que não marcámos, que nada mudámos. É como se não tivéssemos existido. (...) 
Sou por isso responsável pelos que faço existir em mim, simplesmente, não os esquecendo.»


O texto na íntegra aqui

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Vou-te escrever uma carta de amor:

Vou-te escrever uma carta de amor. 
Daquelas cartas de amor que fazem inveja ao serem lidas.
Vou fazer com que todas as outras cartas e bilhetes de amor pareçam ridículos.
Vou-te escrever uma carta de amor. Vou mostrar-te que quando duas pessoas se amam só precisam de ficar juntas. Vou mostrar-te que o amor é tão simples como escrever uma carta de amor.

quinta-feira, janeiro 05, 2012

A chatice do tempo passar:

Tudo eventualmente acaba por passar. O problema está  no tempo que demora (a passar).
E para além de demorar, não se sabe quanto tempo demora, exactamente, para passar.
Um dia de cada vez. Sete dias por semana. Quatro semanas por mês, de cada vez.
Damn.

segunda-feira, novembro 01, 2010

sábado, junho 12, 2010

Undisclosed

Estive/estou a estudar para o meu exame de Literatura Norte-Americana Pós Romance 1945 mas eu tinha de vir aqui dizer-te isto: Eu quero rectificar a violência que trazes no coração. Deixa-me fazê-lo. Deixa-me (re)sentir o comboio de corda que trazes escondido no peito. Deixa.


terça-feira, abril 13, 2010

quarta-feira, março 24, 2010

«StaleMate»

Não percebo.Não era suposto ser assim.
Era suposto o tempo mudar. Era suposto o tempo mudar-me a mim.
Era suposto haver o que não há.
Era suposto sentir o que não sinto.
Não percebo.
Eu fiz tudo...Cortei ao passado, levantei a cabeça, fiz a minha vida, dia a dia.
Enchi o peito de ar, cerrei os punhos, sequei as lágrimas, engoli os soluços. Fiz o que muitos se recusam a fazer. Vivi a minha vida.
Não era suposto ser assim. Não era suposto estar assim.
Carrego culpas que não são minhas, enfrento fantasmas que não são só meus, e sorrio todas as manhãs, todas as tardes, todas as noites.
Se puderem, levem-me a alma, levem-me o coração por esta noite.
Não era mesmo suposto ser assim...

sexta-feira, março 05, 2010

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

domingo, fevereiro 07, 2010

Corações partidos

Só conhecemos certas realidades quando as sentimos na pele.
Só nos apercebemos do real dessas realidades quando começamos a fazer parte delas.
Eu tinha noção que, encontrar casais com uma relação sólida como a que eu tinha, era de facto difícil.
O que eu não tinha noção era a quantidade de pessoas que anda por aí, como eu ando (correcção) andava, com o coração partido.
É incrível como, de facto, somos muitos, os corações partidos e abandonados. E por sermos muitos, juntamo-nos, unimo-nos, ajudamo-nos uns aos outros, na ínfima esperança de confortar um coração que padece do mesmo mal que o nosso.
Dei por mim perdida nas palavras e nas memórias a dizer a outro coração partido que devia pesar tudo, e antever tudo o que poderia acontecer e dei-lhe o meu exemplo.
Eu sofri durante dias e semanas pela dor do bem perdido mas se o Amor viesse ter comigo, e me pedisse para entrar dentro do meu peito eu trancava-lhe a porta. Perguntaram-me porquê, e eu disse que tinha plena noção de que nunca mais conseguiria aceitar aquela pessoa, não pelo mal que me fez ao rasgar-me o peito, mas porque a nossa relação nunca mais seria a mesma, seria assombrada e compadecida de males que arrastaria do passado.
A nossa relação tornar-se-ia numa totalmente diferente, e não na que eu queria de verdade.
Para além de saber perdoar, é preciso viver com o perdão e é preciso aceitar que aquilo tudo (as dores, os males, as lágrimas, os enjoos, as olheiras das noites não dormidas) fica no passado e quem nos fez aquilo deixa, de ter culpa ou responsabilidade.
Eu sei que não conseguia perdoar e foi por me ter apercebido disso à cerca de um mês que as coisas, começaram a diluir-se.
Perguntaram-me o que é que eu havia feito com o sentimento, com o amor reprimido, com a dor enclausurada e eu disse a esse coração partido:
«Não pára de doer, não desaparece, mas, eventualmente, acaba por não pesar tanto no peito, acaba por se adaptar a ti como uma cicatriz que cresce sobre uma ferida ensanguentada. O amor...bom, isso depende do caso.»
"E qual é o teu caso? É como o meu?"
«Não.» respondi, « O meu caso não é o mesmo que o teu. O que eu fiz foi aperceber-me que, a pessoa pela qual chorava já não existia, perdeu-se algures do tempo.O Xuxu morreu, e a pessoa que existe perante a imagem dele não é a que eu amo, por isso, é como estar de luto, tens de te despedir da pessoa que perdeste
"Acreditas mesmo nisso?"
«Acredito. Acredito mesmo»
Pior do que saber perdoar e acarretar o que isso implica é perdoarmo-nos a nós próprios por não conseguirmos perdoar o outro.
Estou tão habituada
a perder as pessoas que amo
que aceitar a despedida
tornou-se também
num hábito.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Sonhos/ Pesad(el)os

Não é preciso muito para acordar com lágrimas e com o coração a bater tão rápido como se tivesse acabado de correr uma maratona.
Desta vez (já não acontecia há umas boas três semanas) foi preciso uma menina de três anos alemã dizer-me (no sonho):
«Du wurdest Rita aber du bist nicht mehr.» - «Tu eras a Rita mas agora já não és.»

Foi isto.
Foi ver e ouvir a Ema dizer-me aquilo e o meu coração abriu-se, rachou pela costura improvisada que estes meses lhe deram, e tombou no chão.
Foi um sonho que se vai/está-se a tornar realidade à medida que o tempo corre...e eu não posso fazer nada para o evitar.

domingo, janeiro 10, 2010

"Vem comigo pr'Angola"

Tradução:
Eu e tu vamos para uma ilha paradisíaca de avião, tirar fotografias, dançar e vamos estar sempre na net e ao telefone. De vez em quando vamos de carro passear, podemos ir também ao cinema e comer pizzas até inchar.
Se estiver frio podemos beber bebidas quentinhas.

Foi a minha melhor amiga que me enviou isto (por isso, o eu é a Salomé, e o tu sou eu, a Rita)

A vida, meus amigos, faz-se destas coisas <3
Não se admirem. Ela é a pessoa que se põe a dançar comigo no meio da rua
enquanto cantamos no meio dos nossos sorrisos "Vem comigo pr'Angola".

domingo, dezembro 27, 2009

Breed in captivity

Ontem as horas voaram como não voavam há muito tempo.
Voltei lá. Voltei a Gaia.
Só por uns escassos minutos é que recordei aquela dispensa, as minhas lágrimas, a tua fuga, o meu abandono, a tua traição, a minha ilusão.
Foram só escassos minutos, e para quem aprendeu a viver com horas dessas memórias, foi um alívio.
Ontem dei o segundo passo em frente desde Outubro.
O primeiro passo foi-me forçado pela lógica, pelo meu próprio bem estar. Levantar-me todos os dias, ir à faculdade, conseguir que a mente não divagasse por ti durante as aulas, comer o que me era necessário para me aguentar, fazer toda a minha vida como se tu não tivesses partido, ignorar a dor que me rasgava o peito.
Ontem dei o segundo passo em frente desde Outubro e as horas voaram como não voavam há muito tempo.
E não soube mal, e não custou.

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Gostava mesmo de saber como é que te vais sentir

Acabou.
Tal como veio também se foi.
Não dei por ele a chegar nem por ele a ir.
Acabou hoje o Natal.

Amanhã vais viajar.
Amanhã vais voltar ao país que também passou a ser o meu.
Gostava de saber como é que te vais sentir quando entrares naquele quarto.
Gostava de saber como é que te vais sentir quando te deitares naquela cama.
Gostava de saber como é que te vais sentir quando comeres aqueles gelados que partilhámos, mas acima de tudo, gostava de saber como é que te vais sentir quando as pessoas que gostam de ti te perguntarem por mim.
Gostava mesmo de saber como é que te vais sentir.

É a primeira vez que vais para a Alemanha e que não vais enviar-me um sms de madrugada a dizer que a viagem só seria suportável se eu fosse contigo.
É a primeira vez que vais para a Alemanha e que não vais fazer horas para me telefonar de uma cabine deserta.
É a primeira vez que vais para a Alemanha sem me fazeres a promessa ridícula de que quando voltasses íamos ser novamente felizes para sempre.
É a primeira vez que vais para a Alemanha e que eu vou sentir que não vou contigo.
É a primeira vez que vais para a Alemanha sem me levares contigo na bagagem, no pensamento, no coração...
É a primeira vez que vais para a Alemanha desde que me deixaste, gostava mesmo de saber como é que te vais sentir.

Sabes, gostava mesmo que viesses aqui e que lesses este post.
É a primeira vez que vais para a Alemanha e que eu não vou chorar de saudades só por estar a contar os dias para te ver de novo.

quinta-feira, dezembro 24, 2009

Correr na véspera de Natal

É dia 24 de Dezembro, é véspera de Natal.
Se querem saber nem me dei conta de como cheguei a este dia. Parece que acordei e, de repente, vi que o tempo tinha corrido até esta data, até à véspera de Natal.
Parece que, de um momento para o outro, os shoppings se encheram de gente, as luzes ligaram-se todas de uma vez só, as prendas apareceram embrulhadas, e as pessoas começaram a desejar-me «Feliz Natal». Parece que foi do nada.
É curioso como consigo lembrar-me tão nitidamente do Natal do ano passado, enquanto este Natal parece-me tão enevoado, tão distorcido, tão distante no tempo e na memória.

Como é que em Outubro os dias pareciam tão longos? Porque é que em Outubro as horas custavam tanto a passar, porque é que em Outubro parecia que o Tempo tinha me declarado uma guerra fria de 100 anos?
Como é que dos dias intermináveis de Outubro cheguei a fins de Dezembro, sem ter a noção de que o tempo passara?
O tempo andou, passou, correu pela linha da temporalidade.
Em Outubro, contava os grãos do tempo, como se ele me fosse dar alguma coisa depois de passar.
Depois de Outubro,( não sei se em Novembro, se em Dezembro, ou noutra parte do tempo ), deixei de contar os grãos, deixei de assistir à passagem do sol e da lua, deixei-me simplesmente.
Não consigo explicar como é que isto me aconteceu, nem eu própria o sei.
Para sentir o tempo, preciso de te sentir, a 100%, a 100 volts, a 24 horas.
Para sentir o tempo, preciso de te sentir e à dor, a 100%, a 100 volts, a 24 horas.
Para não sentir o tempo, não te sinto a ti, e a dor assim já é a 70%, os volts já são menos de 100, e as horas,... as horas perdem-se.

Não posso sentir-te, não posso suportar descargas eléctricas como as que suportei quando ainda sentia o tempo a passar.
Não posso acarretar com a dor ou com a angústia que me deixaste ao pender do peito.

Não posso, não posso mesmo, mas também não posso perder o Tempo, não posso perder os dias, nem as estações, nem as horas, tal como perdi durante este Tempo.

Não me dei conta. Parece que acordei e, de repente, vi que o tempo tinha corrido até esta data, até à véspera de Natal, até ao dia de hoje.
Não posso voltar a acordar e aperceber-me de que o tempo passou sem que eu desse conta.
Não posso.
É dia 24 de Dezembro, é véspera de Natal ( mesmo que eu não tenha dado conta ).
Tenho de correr para apanhar o último autocarro do Tempo que passa hoje, véspera de Natal.

sábado, dezembro 19, 2009

Orais e Marginais

Última aula de Orais e Marginais:

« Como casal conseguiam tudo. Quando separados os louros vão para ele. Mas não faz sentido. Ele não é nada sem ela, certo?»
Certo...


Até vou ter saudades do Eiras
O primeiro semestre já foi

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Parece impossível

Parecia quase impossível mas olhem, é 5ª feira, aquela agenda louca de exames e trabalhos chega ao fim amanhã e por mais incrível que pareça, consegui fazer tudo - sim, ontem deitei-me eram 3h e meia da manhã, mas está tudo feito.
Ainda vou dar uma aulinha amanhã, ainda tenho de decorar o que tenho de dizer, mas a pesquisa e o material está feito e reunido.
...
Parece impossível e é.
Vinha nas escadas rolantes do metro, completamente engolida por uma conversa e bastou o som de umas rodas de uma mala de viagem rasparem no chão para imediatamente me lembrar da última vez que peguei na minha mala de viagem.
Foi contigo.
Bastou um som, bastou um ruído para reviver num segundo uma viagem de dias.
Bastou um som para eu sentir o buraco que me deixaste no peito.
Não faz sentido falar em lembrar quando em causa está algo que não se esquece.
É como ter uma ferida aberta, a sangue frio.
Eu não preciso que me façam pressão sobre ela para que me doa...eu sinto-lhe a dor à mesma.