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sexta-feira, junho 15, 2012

Que dia!

Hoje tive um dia daqueles dias.
Um dia tão comprido, tão cheio que, por momentos, me parecia serem vários dias no mesmo dia.
De professora a aluna. De explicadora a explicanda. Do português à Sociologia, às Relações Internacionais e à História.
Das oito da manhã às nove horas da noite. Não parei. 
E amanhã, há mais (mas com devido descanso porterior).

quinta-feira, março 22, 2012

Rica vida, Rita. Só faltava receberes também.

É dia de greve. Tudo se queixa. E com razão. Eu também me queixava. Aliás, com o meu feitio até me queixava mais que a maioria das pessoas. Adiante.
É dia de greve. Eu não trabalho. Quase Páscoa. Quais explicações, quais aulas de apoio? Adiante.
É greve. Eu não tenho aulas. Não tenho de ir trabalhar. É greve mas é como se não fosse. Afinal de contas, não me posso queixar de uma coisa que não me afecta (directamente). Adiante.
O meu dilema está no(s) filme(s) que vou ver hoje de tarde e não só. Vê-los onde? Na cama? No sofá? No cadeirão? No dvd? No pc do quarto? No portátil? Adiante.
Bom bom era ter companhia, ou pelo menos, alguém que me trouxesse o lanche e o antibiótico. Fazer stop num filme é uma chatice. Adiante.

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

Cartas de pouco amor:

Ouvi dizer que o tempo tem passado. Ouvi dizer que os dias passam, as horas correm, os minutos fogem.
Ouvi dizer que está tudo igual, tudo na mesma, como no último dos dias que conhecemos.
Ouvi dizer que o nós desfragmentou-se. Ouvi dizer que agora és só tu, e que agora sou só eu. 
Ouvi dizer que os minutos continuam a contar, as horas a somar e os dias a chegar. Ouvi dizer que vai continuar a ser assim.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

As palavras certas:

Não é fácil mas um dia arranjo as palavras certas para dizer tudo.
Desentupo o coração e solto palavras. 
Estou tão cansada desta dormência que é a saudade...
Não é fácil mas um dia arranjo as palavras certas para dizer tudo.

sábado, janeiro 14, 2012

Um azar do c******

Já não bastava ter uma aula extra hoje de manhã e acordar cedo com este frio como:
- esqueci-me do passe e, por ir apresentar um trabalho não me podia atrasar, paguei forte e feio por uma viagem de autocarro;
- chego a horas e fico 40min à espera da professora;
- as apresentações que deveriam durar durante 2h e meia duraram 4h;
- tenho de voltar a pé para casa;
- a pé, começa a chover e eu não tenho guarda-chuva;
- fico sem bateria no telemóvel;


Hoje foi isto.
Não há duas sem três, nem três sem quatro, nem quatro sem cinco, nem...

terça-feira, novembro 15, 2011

Meus dias laranjas

Há dias como as laranjas.
Só quando chegam é que sabemos como é que vão ser.
Isto de contar com o ovo no cu da galinha nunca resultou,
e eu fui bem ensinadinha.
Por isso, é deixar que os dias cheguem à vez,
por ordem.
Sabe se lá se, um é amargo e se o que lhe segue, não é doce?
(Tal como são as laranjas;
umas amargas,umas doces,
umas cheias de sumo e outras secas sequinhas).

quarta-feira, março 30, 2011

A banda sonora dos meus últimos dias:

Slam, fight, bright light,
feeling pretty psyched.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and
I feel fine.
A tournament, tournament, a tournament of lies.
Offer me solutions, offer me alternatives and I decline.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it.
It's the end of the world as we know it and
I feel fine.

terça-feira, março 08, 2011

A todas nós...

«Só quando os homens chegam a uma certa idade é que podem dizer com certeza que as mulheres são melhores do que eles em tudo - mesmo na bola, a carregar pianos, a lutar com jacarés ou nas outras coisas em que ganhávamos quando éramos mais novos e brutos e fortes.
Quando se é adolescente, desconfia-se que elas são melhores.
Nos vintes, fica-se com a certeza.
Nos trintas, aprende-se a disfarçar.
Nos quarentas, ganha-se juízo e desiste-se.
Nos cinquentas, começa-se a dar graças a Deus que seja assim.
Os homens que discordam são os que não foram capazes de aprender com as mulheres (por exemplo, a serem homenzinhos), por medo ou vaidade ou estupidez.
Geralmente as três coisas.
Desde pequenino, habituei-me que havia sempre pelo menos uma mulher melhor do que eu. Começou logo com a minha linda e maravilhosa mãe, cuja superioridade - que condescendia, por amor, em esconder de vez em quando - tem vindo a revelar-se cada vez mais. As mulheres são melhores e estão fartas de sabê-lo.
Mas, como os gatos, sabem que ganham em esconder a superioridade.
Os desgraçados dos cães, tal como os homens, são tão inseguros e sedentos de aprovação que se deixam treinar.
Resultado: fartam-se de trabalhar e de fazer figuras tristes, nas casas e nas caças e nos circos.
Os gatos, sendo muito mais inteligentes, acrobatas e jeitosos, sabem muito bem que o exibicionismo vai levar à escravatura vil.
Isto não é conversa de engate. É até um tira-tesões. Mas é a verdade. E é bonita.»
- Miguel Esteves Cardoso
...Feliz Dia da Mulher.

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

É verdade

...que tenho tido uns dias óptimos.
Esta noite não vai ser diferente.
(Não fosse a falta que ele me faz
e estes dias eram de ouro.)

Come on, come on
Settle down inside my love
Come on, come on
We were once upon a time in love

We're accidentally in love

quarta-feira, outubro 06, 2010

A sério?

Entrei na fase anual em que trajo duas vezes por semana. Quarta-feira é um dos dias em que o faço.
Ora quem anda trajado, não pode usar guarda-chuva, por isso, hoje, eram já oito horinhas da manhã, e já andava eu na rua, à chuva.
Eu não gosto de andar à chuva como devem imaginar. Não gosto de me arriscar a ficar doente, e sobretudo, odeio que o meu cabelo fique como aqueles que aparecem todos estragados com a humidade na televisão num anúncio qualquer da Garnier.
Claro que, poucas horas de sono, andar à chuva, ficar encharcada, não combinam num resultado final brilhante. Quer dizer, eu sabia que o meu cabelo não estava propriamente bem, mas virarem-se para mim e dizerem, com a voz a pigarrear do tabaco "Oh Rita, esse teu cabelo está horrível!" virou-me do avesso.
Olha-me esta! Ela também é gorda e eu não lhe digo "Oh Xyk, esse teu rabo mal cabe na saia!".
A sério? E ainda esteve a dizer-me como é que eu devia cuidar do meu cabelo, como se eu fosse uma desmazelada qualquer, EU!

sexta-feira, julho 16, 2010

See ya


Parto à uma da manhã rumo a Lisboa.
Depois é escala e às 9h chego ao Algarve.
Sol, praia, e sabe se lá mais o quê. para mim.


quinta-feira, maio 27, 2010

Airplanes

É muito mas muito raro acontecer-me porque eu sou tudo menos distraída.
Hoje aconteceu talvez porque estava carregada de livros. Tinha o telemóvel e o mp4 na mão e ainda tinha um éclair de chocolate mordiscado na outra mão. A carteira pendia pelo ombro direito e o passe estava no bolso de trás das jeans.
Vi o autocarro ao longe, tirei o passe no bolso sem deixar cair nada e entrei no autocarro que, por ser hora de ponta, vinha cheio.
Eu gosto de me sentar nos transportes. Se pago o passe mensalmente é para viajar o mais comodamente possível. Lá arranjei um lugar, à janela como eu gosto, e lá fui eu a caminho de casa.
Enquanto a Lily Allen cantava qualquer coisa sobre a pequenez dos homens, o autocarro virou para São Bento e eu pensei "NÃO ACREDITO, ESTOU NO 207!" (eu pensava que vinha no 200 que sobe Sá da Bandeira). É que já nem sequer tinha tempo de sair naquela paragem e apanhar o metro que é o que faço quando tenho pressa e o 200 não aparece.
Deixei-me estar sentada e fui até ao fim da viagem que era Campanhã. Lá apanhava o metro e saía no Bolhão. Para quem não tinha pressa não havia problemas nenhuns. Quando saí do autocarro uma rapariga veio ter comigo e perguntou-me onde se apanhava o Urbano. Eu apontei-lhe para a estação e expliquei-lhe as linhas. Depois fui a pé até à estação do metro e o metro que estava a chegar à linha era o que ia para o Aeroporto.
Como eu gostava de poder meter-me num avião e ir conhecer o país dele.

sábado, maio 08, 2010

Enquadramento na realidade

Não há boa vida que dure como não há bem que perdure.
Na última semana, contam-se pelos dedos das mãos, o número de horas que estive em casa, o que traz consequências como pilhas de roupa para arrumar, pilhas de roupa para pôr para lavar, resmas de fotocópias por organizar em separadores, e nem vou falar em estudar porque aí é que a porca torcia o rabo.
Hoje esta semana de excessos acaba, e entretanto, organizo os apontamentos, faço o trabalho de Literatura Comtemporânea, leio o livro sobre a hermenêutica na literatura e faço outra quantidade de coisas que, por agora, não me estou a lembrar.
Enquanto a minha vida regulariza, vejo-me ainda com a alma corrida pelo chão, coberta de pó e cotão.
Os nós dos dedos já não se cerram, as articulações já não se prendem porque com lados felizes eu já não me iludo. Quer dizer, eu continuo a não acreditar naquelas palavras arrancadas a ferros, mas ao mesmo tempo, já não continuo a incomodar-me com isso (Ich habe nicht bereute, oh non rien de rien).
Há mais uma noite antes das doze badaladas e eu só queria que um dos meus sapatos se perdesse.

domingo, maio 02, 2010

Spinning around 'round


A minha vida nestes dias vai ser assim:
Um carrossel, às voltas.

*Estou tão chateada hoje que não imaginam!
Tanto que estou a tentar vender, desesperadamente, o meu bilhete para a Queima.

sexta-feira, abril 30, 2010

(Trrrrrrrrrrr, trrrrrrrrr, trrrrrrrrr)

Sabem o que é que odeio? (Para além de me roubarem o meu dia de férias semanal que é a sexta-feira?)
Odeio acordar com um telefonema.
Mas o que eu odeio é que me telefonem às 9 horas da manhã quando eu adormeci às 3h da manhã e acordei umas duas vezes durante a noite.
Mas o que eu odeio ainda mais é o telefonema ser de praxe, e depois do telefonema, olhar para o telemóvel ainda com os olhos colados de sono, serem 9h da manhã e ter 23 sms do mesmo assunto.
Odeio mesmo. Fazerem isto a uma pessoa que tem noites mal dormidas é de uma crueldade imensa.

Eu amanhã ia ao cabeleireiro esticar o meu cabelo mas afinal já não vou.
Amanhã, eu ia comprar a prenda para o Dia da Mãe que é Domingo mas afinal já não vou.
Amanhã é feriado e eu esqueci-me completamente deste pequeno pormenor.
Agora expliquem-me como é que vou desencantar uma prenda amanhã se os shoppings estão fechados.
Expliquem-me por favor.
E já agora...alguém me explica porque é que o fim é sempre mais bonito do que um inicio?
Porque eu continuo a chorar sempre no fim.

terça-feira, abril 27, 2010

CPEDS

As minhas aulas de CPEDS (Cultura Portuguesa da Época dos Descobrimentos) fazem-me lembrar a missa.
O Professor está centrado e sentado à nossa frente. A aula consiste em leituras de relatos de Frades e Freis (porque eram os únicos letrados nesta época) e todos os textos estão em português arcaico. A dada altura percebe-se qualquer coisa como "espalhar a palavra do Senhor e evangelizar aqueles que não têm vergonha das suas vergonhas". São duas horas disto, mais coisa menos coisa. Cada aula é uma prova de resistência ao sono, à paciência e à dedicação. Não há uma única aula em que não haja mais de um aluno a sair a meio da aula ou mesmo meia hora depois de a aula ter começado e ir-se embora. Eu, que não tenho por hábito, nem nunca tive, de sair a meio de uma aula, vejo-me na permanente tentação de me manter na sala. Qualquer desculpa para aliviar a minha consciência serve. Ir buscar uma água, um café, alguma coisa para trincar para mim ou para algum colega, ou mesmo ir á biblioteca ver se aquele livro já está requisitável, ou se aquela cota está correcta.
No meio disto tudo eu tenho pena do Fardilha porque ele percebe o enorme tédio que todos nós sentimos. Até a velhota que não se cala nas outras aulas, a Fernanda, adormece na aula. E é por ter pena do Fardilha que continuo a ir às aulas de CPEDS, que continuo a olhar para ele fixamente a acenar com a cabeça, sorrindo, e com a caneta na mão a tirar alguns apontamentos. Entretanto olho lá para fora, vejo as pessoas a entrar e a sair da faculdade, vejo caras conhecidas e outras que não quero ver. Às 16horas e 30minutos fico à espera que o Daniel saia da sala para olhá-lo livre de intenções e para me debater nos minutos seguintes com a questão para onde é que ele irá para sair
todas as aulas àquela hora. Depois volto a olhar para o Fardilha e volto a sorrir. A caneta vai ao caderno, escreve três palavras que a cabeça apanhou da poeira do ar, e desenho um coração porque é a única coisa que sei desenhar bem.