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quarta-feira, outubro 06, 2010

A sério?

Entrei na fase anual em que trajo duas vezes por semana. Quarta-feira é um dos dias em que o faço.
Ora quem anda trajado, não pode usar guarda-chuva, por isso, hoje, eram já oito horinhas da manhã, e já andava eu na rua, à chuva.
Eu não gosto de andar à chuva como devem imaginar. Não gosto de me arriscar a ficar doente, e sobretudo, odeio que o meu cabelo fique como aqueles que aparecem todos estragados com a humidade na televisão num anúncio qualquer da Garnier.
Claro que, poucas horas de sono, andar à chuva, ficar encharcada, não combinam num resultado final brilhante. Quer dizer, eu sabia que o meu cabelo não estava propriamente bem, mas virarem-se para mim e dizerem, com a voz a pigarrear do tabaco "Oh Rita, esse teu cabelo está horrível!" virou-me do avesso.
Olha-me esta! Ela também é gorda e eu não lhe digo "Oh Xyk, esse teu rabo mal cabe na saia!".
A sério? E ainda esteve a dizer-me como é que eu devia cuidar do meu cabelo, como se eu fosse uma desmazelada qualquer, EU!

segunda-feira, maio 31, 2010

Rock in Rio Lisboa

Cheguei hoje ao Porto eram 9horas e meia da manhã.
Já é noite e ainda não ouço a 100% - a isto chama-se ressaca musical.
Prometi-vos que vos ia contar tudo tudinho mas é impossível fazê-lo. Aconteceu tanta coisa, vi tanta coisa, tanta gente, ouvi tanta música, tantas vozes que não ia conseguir falar em tudo.
É sem dúvida uma experiência a repetir. Foi o dinheiro mais bem gasto até agora a nível de música e de espectáculos.
Aqueles motoqueiros e aquele pessoal metal que uma pessoa costuma ver só em filmes existe mesmo, e não são poucos.
A cidade do rock encheu-se por um objectivo comum. O Rock, o Metal.
E como as imagens falam por isso, aqui estão algumas das fotos que tirei ontem.


A entrada da cidade do Rock que não é facilitada devido às medidas de segurança.


Eu e a Duarte agarramos todos os souveniers que eram oferecidos.
O Rock in Rio tem uma organização excelente e tem muitas barraquinhas de entretenimento.


O Rock in Rio também oferece atrações gratuitas como uma Montanha Russa de muito boa qualidade (andei três vezes apesar das filas de espera).
Também tem uma Roda Gigante que dá uma vista do panorama geral da cidade do Rock.
A cidade do Rock tem três palcos:
O Palco Mundo (aqui na foto), o Sunset e o de Eletrónica.
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À noite:
Meia noite e meia começa o concerto da minha vida.
Os Rammstein chegam em força e todo o recinto é inundado por um mar de rockeiros.
Lutei muito mas consegui chegar-me até à frente do concerto. Mantive-me lá durante as primeiras seis músicas e sobrevivi a cerca de 20minutos de moshes (em favelas como falava o outro lunático cujos amigos devem ter ido ao Rock in Rio).
Juro-vos que durante aqueles 20 minutos convenci-me que certamente ia parar ao Hospital, tamanha era a loucura que se vivia, e tamanha era a força com que eu me debatia para não cair ao chão ou para não me separar da Duarte.
Pessoas eram elevadas ao ar para crowed surfing e eu só dava encontrões e cotoveladas para que nenhum lunático se lembrasse e pegasse em mim e me elevasse para cima da multidão.
Fiquei admirada e orgulhosa com o espectáculo que os Rammstein deram. É de fogo, petardos, pirotecnia, luz, e de um ambiente industrial que os Rammstein se baseiam (e se basearam) nas suas actuações. Os ecrãs gigantes que ladeavam o palco foram desligados para que o público se juntasse o mais perto possível da banda (e eu que o diga que sentia o peso de milhares de pessoas contra mim).
Houve lança-chamas, baldes de pirotecnia, homens a arder, um bote que o público (nós) segurou ao som da música Haifish, um canhão que lançou espuma e confeties no fim da Pussy e muita muita adrenalina. (E mais fogo, e muitos mais foguetes que disparavam a qualquer momento ou aos acordes da bateria).

Till Lindeman despediu-se do público em português, repetindo-se em alemão e depois em inglês.
«Amamos-vos» foi a última palavra que o vocalista lançou ao público, que se despedia da cidade do Rock no ano de 2010.
Rock in Rio 2010 Eu fui (e quero muito voltar).
*O pequeno senão são os preços da comida que são o dobro ou mais do que são fora do recinto.
Uma garrafa de água ( que custa 30centimos num super mercado) é vendida por dois euros!
**Duas das fotos postadas aqui pertencem à Blitz. Quem quiser saber mais sobre este dia de Metal vá ao site www.blitz.pt

terça-feira, março 30, 2010

Facebook

Fui obrigada a juntar-me ao Facebook.
Já diz o velho ditado "Se não os consegues vencer, junta-te a eles". Eu juntei-me ao Facebook.
Mas o Facebook não gosta de mim (deve ser por causa de eu recusar dezenas de convites de Fishvilles e Farmvilles).
Se vos contar as coincidências infelizes do Destino que o Facebook me faz (quase diariamente) ninguém acredita.
Desde as frases do Nicola que são todas românticas, à janela do chat que se abre sozinha com o contacto das poucas pessoas com quem não quero falar, até há estúpida aplicação de "com quem vai ser o teu próximo beijo?" e em cento e tal amigos, calhar-me o meu ex-namorado como a próxima pessoa que me vai beijar...
É como vos digo, o Facebook não gosta de mim (e eu também não gosto dele porque até prefiro o Hi5).

segunda-feira, novembro 23, 2009

Falem de tudo menos de (des)amor

Alguém me pode explicar porque é que as músicas que saem agora são todas sobre desgostos de amor?
São os Rammstein a falar de amor, é o meu Robbie Williams com o You know me, é o Mika que no meio da We are golden fala da solidão, é a Beyonce com a Broken-Hearted Girl, e até a Nelly Furtado que cantava hinos de futebol agora vem com uma música Manos al aire!
Eu não preciso de músicas para me lembrarem o quanto dói respirar todos os dias e o quanto custa fazer uma vida não-planeada.
Por favor senhores da indústria da música que eu prezo M-U-I-T-O, dêem um descanso ao meu coração, sim?

segunda-feira, outubro 19, 2009