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sábado, outubro 04, 2014

Hoje não era só o Dia Mundial do Animal:

Era também o teu aniversário. Seriam quinze anos. É o primeiro não aniversário.
Fazes-me mais falta do que o próprio ar e não há um dia que eu não te recorde e sorria pelo que partilhámos juntos. Continuas a ser o maior pedaço de mim, Biscoito.

quinta-feira, maio 01, 2014

Do novo livro do MEC (que já está encomendado):

O amor é um castigo, é um desespero, é um medo.
O amor vai contra todos os nossos instintos de sobrevivência.
Instiga-nos a cometer loucuras. Instiga-nos a comprometermo-nos. Obriga-nos a cumprir promessas que não somos capazes de cumprir. Mas cumprimos.

sábado, abril 12, 2014

Do amor que fica (e que se guarda):

A minha madrinha encontrou uma carta que o meu pai escreveu à minha mãe fazia ela 19 anos de idade.
Já passaram 40 anos. O meu pai já nos deixou há 14 anos e hoje, quando a minha mãe (re)leu a carta esboçou um dos sorrisos mais sinceros que já a vi dar em toda a vida.

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Do que se lê:

«O amor é banal. É por isso que é tão bonito. O que se quer da pessoa amada: antes que ela nos ame também, é que ela seja feliz, que seja saudável, que tudo lhe corra bem. Embora se saiba que o mundo não o permite, passa-se por cima da realidade, do raciocínio do que é possível, e quer-se, e espera-se, que Deus abra, no caso dela, uma excepção.»

Explicações de Português Explicadas Outra Vez
M.E.C.

terça-feira, julho 30, 2013

quarta-feira, junho 19, 2013

Nós continuamos:

Guardar é um trabalho custoso. As coisas têm uma tendência horrível para morrer. Salvá-las desse destino é a coisa mais bonita que se pode fazer. É fácil uma pessoa bater com a porta, zangar-se e ir embora. O que é difícil é ficar. Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. O difícil é continuar

Miguel Esteves Cardoso

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

O amor é cego:


Dizem que o amor é cego. Eu acho que ele também é mudo.
Onde é que ficaram todas as palavras que não me disseste? Onde é que ficou o som dos suspiros e das discussões que não tivemos?

O amor pode ser cego mas também é mudo.


quinta-feira, dezembro 15, 2011

Pobre de mim:

Que devo ter tomado um frasco cheio.
Os efeitos secundários são duros. 
Suores frios e enjoos são pêra doce.

quinta-feira, novembro 17, 2011

O Primeiro Amor

«É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro é porque não o é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. (...)
Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo. (...)
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade.
Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado. (...)»


MEC

sexta-feira, agosto 05, 2011

Amor electro(nico)


A máquina parou,
Deixou de tocar. 
É de pedir aos céus.
A mim, a ti e a Deus

Que bom não acabou!
A máquina acordou!

quinta-feira, junho 16, 2011

quarta-feira, maio 18, 2011

sexta-feira, abril 22, 2011

Vão por mim:


O amor não aparece para nos fazer felizes. Ele aparece sim para nos fazer viver, mas é um viver mal, de coração nas mãos, na boca.
O amor são gritos, berros, insultos, por isso desenganem-se se julgam que o amor alivia alguma coisa, porque amor não traz alívio nenhum.
Enquanto a vida dura a vida inteira o amor não, e é aqui que está o nosso problema.
Porque é a amar que nos sentimos vivos, cansados de dor, empobrecidos de singularidade, sedentos de saudade, e afinal de contas, de que maneira mais é que nos sentimos vivos como quando estamos perdidos em dor?
Pois é, é para isso mesmo que o amor serve. Para nos magoar, para nos fazer doer onde nos dói mais, para nos lembrar que ainda estamos vivos, para nos lembrar que ainda podemos amar.

quinta-feira, março 03, 2011

segunda-feira, outubro 25, 2010

Probabilidades

Dizem as probabilidades, não me perguntem como porque isso ultrapassa-me, que as probabilidades de sermos atingidos por um relâmpago, é maior do que a de acertarmos na chave premiada do EuroMilhões (oh não, agora é que ficamos todos -ainda- mais desencorajados!).
Dizem também as probabilidades que, no que toca ao foro sentimental, as probabilidades de um sucesso amoroso em pleno século XXI é menor do que sofrermos um ataque de um animal fora do seu curso, como por exemplo, são considerados os ataques dos tubarões.
Agora, digam-me as probabilidades de eu me apaixonar duas vezes pelos indivíduos errados.
Ora como isto anda, as probabilidades são altas, mas também, quem é que se importa? Agora até já se fala, correcção, pratica-se o poliamor, que para quem não sabe é basicamente o seguinte:
 Vocês namoram com Fulano A, e o Fulano A namora convosco e namora, ao mesmo tempo e com conhecimento de ambas as partes, com a vizinha Carla. Vocês sabem, a vizinha Carla sabe, e todos são felizes a partilhar amantes, ou seja, é um homem para duas mulheres (neste exemplo,porque pode ser ao contrário), sem misturas. Depois, é só decidir  em que dias da semana namoram vocês activamente com o Fulano A, porque metade do tempo é também da vizinha Carla.

domingo, outubro 24, 2010

É (quase) ridículo

... mas fico possessa quando arruínam histórias de amor.
Eu sou a primeira pessoa a defender que uma história de amor só o é verdadeiramente, ser for trágica nalgum dos seus pontos de desenlace, mas odeio, fico fora de mim, quando desfazem uma história de amor de uma vida por um "não deu" qualquer.
É o que acontece em Dear John. E eu juro-vos que até me fui deitar mal disposta pelo final da história.
Eles e eu não merecíamos um final assim, tão desprovido de amor.






......
E nestes dias vai ser trajadinha que é uma maravilha!

quarta-feira, outubro 20, 2010

Coisas do século XX1

"Outra enormidade actual é a ideia de que dois seres apaixonados podem ser "amigos". Isto é como querer que um vulcão sirva também para aquecer um tacho de sopa. Ofende tanto a amizade – ou o fogão – como o amor – e o vulcão. Ser amigo é querer o bem de alguém. Amar é querer alguém, e acabou. Se for a bem, melhor. Se for a mal é porque teve de ser. Um vulcão só irrompe de quando em quando, e às vezes uma única vez. Como o amor. E o fogão dura quase toda a vida, como a amizade. Não haja confusão."
Podia ter sido eu a dizer isto mas o Miguel Esteves Cardoso antecipou-se.