Mostrar mensagens com a etiqueta leitura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta leitura. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, maio 01, 2014

Do novo livro do MEC (que já está encomendado):

O amor é um castigo, é um desespero, é um medo.
O amor vai contra todos os nossos instintos de sobrevivência.
Instiga-nos a cometer loucuras. Instiga-nos a comprometermo-nos. Obriga-nos a cumprir promessas que não somos capazes de cumprir. Mas cumprimos.

quarta-feira, janeiro 15, 2014

Do mais genial e bonito que já li:


« Pode haver muitas razões, muito racionais, para andarmos a matar pombos e gaivotas, mas não há desculpa. O controlo populacional dos ecologistas tem o saber eugénico das práticas nazis. O céu português, lembrando Alexandre O´Neill, é desenhado de pombos e gaivotas. Os pombos trazem o campo à cidade. As gaivotas trazem o mar à terra. Unem o céu ao chão. (...) Na cidade fechada, os pombos são janelas de liberdade. Na costa finita, as gaivotas são pontes até ao mar. (...)
Matar animais sem justificação humana (...) é a maior das crueldades (...) - quero lá saber se o champô arde nos olhos, se não há bifes para ninguém, ou se simplesmente a caça é proibida - mas a exterminação ecológica parece-me a mais sinistra. (...)
Por mim, as gaivotas são a alegria das Berlengas, e não há em Lisboa nem pombos nem gatos que cheguem. Quero que as estátuas e as fachadas dos monumentos se lixem. Limpem-nas. Ou será mais difícil limpar que matar? É sempre mais fácil escolher a morte. (...)
Pobres gaivotas. Pobres pombas. Pobre país.»

Eu não diria melhor.
- Explicações de Português Explicadas Outra Vez, Matar, MEC

sexta-feira, agosto 31, 2012

Agora apanharam-me:

Ontem, numa esplanada pela noite dentro, o A. perguntou-me que livro andava a ler. 
Apanhou-me: "Nenhum." Não foi preciso mais para ter pena de mim própria. 
Afinal, não ter um bom livro para ler é quase tão triste como não estar apaixonado.

segunda-feira, junho 25, 2012

"Desmorrer"



Desta vez, a Maria João teve sorte. Nunca tinha visto uma médica chorar. Foi a Maria João que puxou as lágrimas, quando a Dra. Teresa lhe disse que não havia mais metástases dentro dela. Ficámos os três a chorar e a olhar para os outros a chorar. A minha amada já tinha esquecido o futuro. Já não queria saber da casa nova, do tecido para forrar os sofás, do Verão seguinte. Estava convencida que estava cheia de metástases. Doía-lhe o corpo todo. Tinha desanimado. Estava preparada para a morte. Só a morte é mais triste. Tinha-se preparado para ouvir o que já sabia, para não se assustar quando lhe dissessem que o cancro na mama tinha voltado e que se tinha espalhado por toda a parte.
Depois - mas não logo, porque não é de momento para o outro que se desmorre - voltou a ver vida pela frente. Reapareceu um horizonte e um caminho até lá, com passos para dar. "São tão raras as boas notícias", disse a médica, "e é tão bom dá-las, vocês não imaginam". Nós não imaginámos. Começámos a chorar. As lágrimas ajudam muito. As dos outros especialmente. Chorar sozinho não tem o mesmo efeito. A Maria João tem chorado por razões tristes. Desta vez estava a chorar de felicidade.
Como chora cada vez que ouve ou lê palavras doces, a dar força, a partilhar a dor, a juntar-se para que ela saiba que há muita gente a sofrer com ela, tal é a vontade delas que ela não sofra. Ou sofra pouco. Embora isto de se ficar vivo também se estranhe um bocadinho.
MEC

quinta-feira, novembro 17, 2011

O Primeiro Amor

«É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro é porque não o é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. (...)
Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo. (...)
Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade.
Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado. (...)»


MEC

segunda-feira, julho 11, 2011

O melhor dos melhores:




Para mim é ele, Miguel Esteves Cardoso.
Mal acabe (e para isso, convém começá-lo) a chatice do trabalho de poesia irlandesa,
devoro-
o.

sábado, maio 21, 2011

Quem estuda literatura descobre:


O lado cru da coisa.
Por exemplo, a história do Capuchinho Vermelho surgiu e não era nada como a conhecemos hoje.
Aliás, a Capuchinho Vermelho era uma jovem rapariga que vendia o corpo, e era por usar um capuz vermelho que os homens sabiam da sua "profissão", pois era um costume em países como a Rússia ou a Polónia.
É bem verdade que o Lobo Mau a comeu.

sexta-feira, novembro 19, 2010