domingo, agosto 08, 2010

Alterações de percurso

Não fui acampar.
Há última das últimas surgiu um problema que me levou a escolher ficar por cá.
R-e-m-é-d-i-o santo: Passei umas boas horas numa praia fluvial, e de noite estive na foz, por entre risos, gargalhadas e muitos gelados, batidos e caipirinhas.

sexta-feira, agosto 06, 2010

Ora é praia, ora é campismo.

Já dizia o S. que eu era muito frágil.

Eu vociferava com ele. Não admitia que me achassem frágil, muito menos o meu namorado.
O tempo foi passando e fui conhecendo pessoas que me diziam o mesmo, e outras que não referiam nada sobre a minha fragilidade ou a falta dela. Encontrei sim, pessoas que me diziam o quão citadina eu era, mas o que sempre me disseram, desde que me recordo foi, o quão feminina eu sou, e sempre acedi a isso como um elogio.
Não é o meu espanto quando várias pessoas vêem falar comigo a perguntar se é mesmo verdade se vou acampar.

Sim, vou mesmo acampar. É verdade que nunca o fiz, e certamente não vai ser a melhor coisa do mundo. E lá por eu ser frágil, citadina, e feminina não quer dizer que não sobreviva! Agora vou fazer o meu saco (reparem que não digo mala, já que não vou para nenhum hotel). Roupa casual, fresca para o dia, quente para a noite, e essencialmente roupa para sujar.
Conflito: nenhuma peça do meu guarda-roupa foi feita para se sujar.


Lá vai a Rita, de mochila às costas (quase), into the wild.

Preparem-se

Vou acampar!
Pela primeira vez na vida
into the wild
Eu a julgar que só voltava a viajar lá para Novembro...
Fronteira, aqui vou eu! (não tarda)

quarta-feira, agosto 04, 2010

Maravilhas de quem não engorda

E no Verão:

Tem sido um por dia, que alegria.

Duplamente fodido (o amor)

«Perdi o sono por causa de ti. Eu que dormia tão bem.(...)
Os pesadelos são as insónias de quem consegue dormir. É suposto ter-se pena. Está implícito que teria sido melhor ter ficado acordada.(...)
Levanto-me da cama e vou para a sala chorar a minha vida inteira, que nunca chegou a ser inteira, por culpa dele. Recusas-te a ir embora. E eu fico à espera, contente por não ires e triste por eu ter de ficar.»

Agora, só falta dizeres-me que também simulaste a tua morte.

segunda-feira, agosto 02, 2010

Perfect Couple




E eu que nunca quis ter um namorado como o Ken?
Esta rebelião de criança comprovou-se e verificou-se
na adolescência com os namorados que tive na rifa.
Une infortune mon Chér.

domingo, agosto 01, 2010

«Cartas sem destinatário»

Onde é que tu estás?
Procuro-te sem saber onde. Procuro-te nas centenas de caras de desconhecidos que passam por mim. Procuro-te sem te conhecer.
Onde é que tu andas?
Alongo trajectos e itinerários na esperança de nos cruzarmos, ou de, pelo menos, de me cruzar contigo. Tu não precisas de me ver, eu é que tenho de te ver a ti.
Onde é que tu paras?
Parei em festivais, em cidades que não eram a minha, em cafés que não eram os meus, em ruas que não me pertenciam, em autocarros que não me levavam a casa. Parei sob o sol escaldante, parei no nevoeiro que a manhã trazia. Parei em concertos improvisados, parei em verdes, mas tu não estavas lá. Não estavas nos festivais, não estavas nas cidades por onde passei, não estavas nos cafés, nem nas ruas, nem nos autocarros que, por não me levarem a casa, te levariam a ti. Não paraste sob o sol escaldante, deves ter preferido a sombra de uma árvore. Não paraste no nevoeiro que as manhãs têm trazido, deves ter ficado em casa. Não paraste em concertos improvisados, não paraste nos verdes porque deves ter avançado enquanto estava vermelho.

Procuro-te para te encontrar, mas se não te encontro é porque te procuro.
Parece-me, meu amor, que também terás de parar à minha procura. Se pararmos os dois enquanto os outros se movem será bem mais fácil.
Até lá, vou continuar a apanhar os autocarros que não me levam a casa, vou ficar o número de horas máximo possível na rua.
Vou continuar a comprar as roupas nas tuas cores favoritas, até descobrir quais são.